Mês: dezembro 2017

Qualidade de vida na terceira idade

Na terceira idade é importante viver bem o dia a dia, desfrutando de momentos felizes e
fazendo adequações necessárias para manter qualidade de vida.
Com o e-book “101 dicas: Bem-estar para a terceira idade” você encontrará sugestões que
tornarão esta fase da vida ainda mais tranquila. Saiba como ficar mais confortável conforme as
alterações climáticas, acompanhando as estações do ano.
A boa qualidade de vida é possível também na vida madura, contanto que haja organização, a
fim de tornar esta época mais equilibrada. É comum a terceira idade seja acometida por
doenças específicas, porém atividades e lazer, sem dispensar os cuidados com a saúde, ajudam
a manter o bem-estar.

Confira este material e saiba como viver a terceira idade com qualidade de vida. Baixe o e-
book aqui.

Autonomia e independência na terceira idade

Pessoas mais velhas precisam seguir com a sua vida normalmente, mantendo a sua independência. Porém, para que isso ocorra é preciso se adaptar à nova realidade, isso porque com o passar dos anos, o corpo muda e passa a exigir mais atenção.

A grande questão é: o que fazer para garantir que ela possa ter a autonomia e independência que necessita? A primeira coisa é entender a diferença entre esses dois conceitos.

A autonomia permite que a pessoa faça escolhas, decidindo sobre os fatos de sua vida. Por exemplo, ele pode optar por morar em um condomínio para quem está na terceira idade.

Porém, a autonomia pode ficar prejudicada se a pessoa tiver alguma doença que influencia suas capacidades mentais, como o Alzheimer. Nesse caso, ele perde parte ou totalmente a sua independência, sendo que decisões importantes precisam ser tomadas por outras pessoas.

Já a independência está ligada, até mesmo, ao fato de se executar determinadas atividades simples, como tomar banho sozinho ou fazer atividades físicas.

 

O amadurecimento e a perda da independência

 

Com o passar dos anos, é comum que as pessoas percam parte de suas capacidades, sendo que o impacto delas variam de uma pessoa para outra. Com 80 anos é possível que uma pessoa esteja com a saúde física e mental igual a quando tinha 50 anos. Já em outros casos, uma pessoa de 60 anos pode estar bastante debilitada, com dificuldade de locomoção e com as suas capacidades mentais reduzidas.

A idade cronológica é apenas um fator que influenciará na qualidade de vida, sendo que o convívio social, estilo de vida e condições econômicas podem ter um grande peso. Por conta disso, deve-se diagnosticar precocemente condições que levem a falta de autonomia e independência.

A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) pode auxiliar, fazendo um amplo estudo sobre diversos aspectos da vida das pessoas mais velhas. Isso ajudará a entender as suas condições de saúde e auxiliará a ter uma melhor qualidade de vida. Os profissionais de saúde, com base nas informações coletadas, conseguem fazer com que se mantenha a autonomia por um maior tempo possível.

Dessa forma, é possível estimular a pessoa com atividades voltadas as suas necessidades e preservar sua integridade física e mental.

 

Como garantir uma boa qualidade de vida mesmo com limitações

 

Além do acompanhamento profissional, existem outros fatores que podem contribuir para que a terceira idade permaneça independente.

Realizar atividades cotidianas – É preciso que a pessoa realize as suas atividades, como lavar uma louça, tomar banho, pendurar as roupas, etc. Se ele possui capacidade para fazer as atividades, mas a todo momento fica restrito, aos poucos ele perde essa habilidade e consequentemente a sua independência.

Podem haver limitações, por conta disso, é preciso ter uma infraestrutura que atenda a necessidade da terceira idade, como banheiros com barras laterais, casas com fácil acesso, entre outros.

Ter refeições equilibradas – A saúde física e mental está relacionada com alimentação, sendo preciso ter um cardápio elaborado por um nutricionista. Quando se reúne determinados grupos de alimentos, o corpo ganha mais energia, as células se mantém saudáveis e os benefícios são notados no dia a dia.

Estimular a autonomia e independência – As atividades físicas podem ser de grande valia para manter as atividades motoras. A pessoa que mantém o corpo ativo consegue realizar as suas tarefas com mais facilidade. O SBA residencial oferece aos moradores atividades físicas diárias acompanhadas de fisioterapeutas e passeios promovendo o convívio social.

Garantir o convívio social – Interagir com outras pessoas garante que o cérebro continue ativo, preservando a memória e retardando o surgimento de doenças. Com atividades em grupos, a pessoa passa a ter opções e consegue fazer escolhas.

Mesmo que um pouco debilitadas, as pessoas podem manter a sua autonomia e independência se estiverem em um local adequado e com acompanhamento profissional.

O SBA Residencial oferece toda a infraestrutura para quem está na terceira idade possa se sentir acolhido e ter uma excelente qualidade de vida. Entre em contato conosco e saiba mais!

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Por dentro do Estatuto do Idoso: como agir contra abusos financeiros

Trabalhar a educação financeira na terceira idade é algo extremamente importante a ser
feito para a prevenção de práticas abusivas por parte de instituições financeiras e até
familiares.
O Estatuto do Idoso ‒ Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 ‒ é bem claro quanto a
esse tema. Qualquer ação ou omissão que cause dano ou sofrimento físico ou
psicológico contra essa faixa etária é crime previsto na lei, o que inclui os abusos
financeiros.
O artigo de hoje é um alerta aos familiares e integrantes da terceira idade sobre o que
pode ser considerado crime e o que deve ser feito para inibir essa prática e proteger o
dinheiro de aposentadorias e pensões. Acompanhe.

Exemplos de abusos financeiros

Todos os dias, um considerável número de pessoas mais velhas são alvos de criminosos.
Levantamento da Coordenação-Geral dos Direitos do Idoso, vinculada à Secretaria
Especial de Direitos Humanos (SDH), do governo federal, revela que somente no
primeiro semestre de 2016 foram feitas mais de 8,8 mil denúncias no Disque 100
relatando tentativas de retenção de salários, extorsão e expropriações de bens.
Alguns exemplos desses abusos financeiros:
Fraudes bancárias e de outras instituições financeiras

Um abuso financeiro bem comum sofrido é em relação a empréstimos, por exemplo.
Existem casos em que mais de 70% da aposentadoria fica comprometida por causa de
empréstimos consignados concedidos por instituições financeiras.
Mas a regra é clara: segundo informações do Banco Central, os descontos de créditos
consignados não podem ultrapassar 35% do valor dos salários. Saber isso evita muita
dor de cabeça e a queda significativa da qualidade de vida na terceira idade.

Fique atento, ainda, com telefonemas de instituições (ou farsantes) oferecendo
empréstimos, seguros e cartões de crédito. Muitas dessas pessoas acabam induzindo o
aposentado ao erro, que acaba “aceitando” a oferta mesmo sem saber. É preciso cautela
e muita calma na hora de conversar por telefone, e nunca fornecer dados pessoais. O
mesmo vale para e-mails e mensagens de texto via SMS.

Abuso financeiro por parte de parentes

Infelizmente, essa é uma realidade enfrentada por muitas pessoas de mais idade. A
violência financeira pode estar camuflada em pequenos gestos, mas que causa grandes
prejuízos para o bem-estar da vítima.
Exemplos vão desde a utilização indevida da renda até mesmo a pressão psicológica
para que ele consiga empréstimos para familiares ou terceiros. Isso sem falar em casos
de fraudes de parentes que utilizam cartões de transporte ou de crédito em benefício
próprio.
E muitos desses abusos cometidos acabam tendo a conivência daquele parente mais
velho simplesmente na tentativa de promover a paz e o sossego na família, embora essa
tranquilidade seja apenas aparente. Muitos aposentados se responsabilizam pelas
despesas de toda a casa para terem um bom ambiente familiar.

Falta de contrato de instituições de longa permanência

Outra situação comum que pode configurar violência financeira contra a pessoa de mais
idade é a cometida por instituições de longa permanência, também chamadas de
instituições de longa permanência. Algumas delas agem contra a lei e acabam
sequestrando os recebimentos financeiros dos acolhidos.
Por isso é de extrema importância realizar uma pesquisa aprofundada antes de decidir o
local onde seu ente querido passará a viver. O ideal é que a instituição tenha um
contrato por escrito prevendo toda a proteção legal, valores a serem pagos e garantindo
a total preservação da autonomia da pessoa manifestada por este ou pelo responsável do
mesmo.

Onde procurar ajuda e as penas previstas em lei

A seguir, separamos três artigos do Estatuto do Idoso que ajudam a esclarecer em quais
locais deve-se procurar ajuda em caso de suspeita de prática de abuso financeiro, bem
como as penas para quem comete esse crime.
Art. 19.  Os casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra idosos
serão objeto de notificação compulsória pelos serviços de saúde públicos e privados à
autoridade sanitária, bem como serão obrigatoriamente comunicados por eles a
quaisquer dos seguintes órgãos:
I ‒ Autoridade policial;
II ‒ Ministério Público;
III ‒ Conselho Municipal do Idoso;
IV ‒ Conselho Estadual do Idoso;
V ‒ Conselho Nacional do Idoso.
Art. 102. Apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão ou qualquer outro
rendimento do idoso, dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade:
Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa.
Art. 104. Reter o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios, proventos
ou pensão do idoso, bem como qualquer outro documento com objetivo de assegurar
recebimento ou ressarcimento de dívida:
Pena – detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa.
Art. 106. Induzir pessoa idosa sem discernimento de seus atos a outorgar procuração
para fins de administração de bens ou deles dispor livremente:
Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.
Portanto, fique bem atento quanto a qualquer indício de abuso financeiro que possa ser
praticado contra os membros da terceira idade da sua família. Afinal de contas,
educação financeira nunca é demais e ajuda a proteger o patrimônio de uma vida inteira
de trabalho.
Para mais informações sobre esse e outros temas que envolvem a saúde e o bem-estar da
terceira idade, entre em contato com o SBA Residencial através do Fale Conosco. Há
mais de 150 anos promovendo integração, convivência, qualidade de vida e assistência
social.

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Os direitos dos idosos e os deveres da sociedade

Os integrantes da terceira idade, ou seja, as pessoas com mais de 60 anos, possuem os mesmos direitos que todos os cidadãos, acrescidos de alguns específicos por conta da fase especial de vida em que se encontram.

O Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) especifica os cuidados que todos nós, como sociedade e também os familiares, devemos ter para garantir uma proteção e segurança especial. Afinal, as pessoas precisam se sentir amadas, acolhidas e com a autonomia preservada para realizarem suas atividades e garantirem seu bem-estar.

No artigo de hoje vamos citar alguns exemplos dos direitos na terceira idade e os deveres da sociedade, baseados e interpretados perante a lei.

Os nossos deveres como sociedade

Em primeiro lugar, vamos falar sobre os nossos deveres para garantir a qualidade de vida para os membros da terceira idade.

Cuidar de pais que estão na terceira idade, mesmo que eles vivam sozinhos, em uma instituição de longa permanência ou na casa de algum familiar, é uma responsabilidade dos filhos. Se esse é o seu caso e se tiver irmãos, então passa a ser responsabilidade de todos vocês garantirem o bem-estar físico e mental deles. Pode não ser uma tarefa fácil, principalmente quando cada um dos filhos já tenha suas respectivas famílias. Nesse e em todos os outros casos, a chave do sucesso é a comunicação.

A comunicação deve ser aberta entre todos os irmãos, ou seja, nada deve ser decidido ou feito sem todos serem informados. É preciso decidir como as despesas serão divididas, as tarefas repartidas e como oferecer apoio emocional das pessoas que estão na terceira idade na família. Esse é mais que um dever, é um gesto de gratidão e solidariedade.

Ao Estado, compete assegurar tudo o que for necessário para que a terceira idade tenha acesso à alimentação adequada, ao lazer, à educação, à previdência social e a outros benefícios, além da garantia de que todos os direitos sejam plenamente respeitados.

E é dever de todos, de forma igual, a não submissão das pessoas idosas a situações de constrangimento, abuso ou violência de qualquer espécie. Incumbe a cada um e a todos o respeito, o cuidado e a garantia da segurança na terceira idade, para que vivam essa fase da vida com respeito, dignidade e felicidade.

Os direitos assegurados no Estatuto do Idoso

Vamos elencar abaixo os principais direitos na terceira idade que estão assegurados em lei:

  • A terceira idade têm o direito de ser cuidada e atendida pela própria família, em detrimento à internação em uma instituição de longa permanência (com exceção de quem não possui ou carece de condições de manutenção da própria sobrevivência).
  • Direito de receber gratuitamente do poder público medicamentos e outros recursos referentes ao tratamento de saúde.
  • A terceira idade têm o direito de não ser discriminada nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados por conta da idade (isto é, as operadoras não podem continuar reajustando o valor dos planos em idosos por conta da idade).
  • Eles têm prioridade no atendimento em qualquer órgão público ou privado que preste atendimento à população.
  • Direito ao acesso à assistência social e à rede pública de saúde.
  • A terceira idade têm direito à prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda. Além disso, caso seja portador de alguma doença grave, tem direito à isenção (consulte a lista das doenças no site da Receita Federal).
  • Em alguns municípios, como São Paulo, quem está na terceira idade também têm direito à isenção do IPTU.
  • Em caso de concurso público, o primeiro critério de desempate deverá ser a idade, sendo beneficiadas as pessoas com idade mais avançada.
  • A terceira idade têm direito a desconto de pelo menos 50% nos ingressos de espetáculos, shows, cinema e qualquer outra apresentação artística, além de eventos esportivos.
  • Eles também têm prioridade na aquisição da casa própria nos programas habitacionais do governo.
  • Quanto ao serviço de transporte coletivo urbano e semiurbano, têm direito à gratuidade. Em viagens interestaduais, duas vagas gratuitas são garantidas e, depois de preenchidas, será garantido o desconto de pelo menos 50% no valor da passagem para quem possua renda de até dois salários-mínimos.
  • 5% das vagas em estacionamentos públicos e privados devem ser reservadas para motoristas idosos, com localização de fácil acesso.
  • A terceira idade têm o direito de receber pensão alimentícia da família (filhos, netos etc.) caso não tenha condições de se sustentar. Caso a família também não tenha condições, é assegurado o benefício mensal de um salário-mínimo, nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas).

Todos esses direitos da terceira idade e os deveres da sociedade devem ser colocados diariamente em prática, até mesmo nos pequenos gestos. Então, comece analisando a situação de sua própria família: seus entes queridos da terceira idade estão com os direitos plenamente seguros? Eles estão felizes, saudáveis e ativos? Se ainda falta algum ponto a ser corrigido, comece a mudança hoje mesmo!

Para te ajudar, o SBA Residencial oferece muitas informações sobre o universo da terceira idade para você e sua família. Baixe este material especialmente criado e saiba mais sobre como lidar com a importante decisão de optar por uma instituição de longa permanência.