Aspectos emocionais do processo de institucionalização

A projeção de inversão do perfil demográfico do país, com mais idosos do que jovens em 2030, associado à diminuição da natalidade e da inserção da mulher no mercado de trabalho traz à tona uma preocupação: a de quem cuidará do elevado número de idosos com perda de funcionalidade e com dependência para as atividades da vida diária.

No início, a maioria das famílias optam por manter o idoso no domicílio e contratam cuidadores de idosos e aí começam a enfrentar uma série de problemas: a falta de comprometimento dos profissionais, a escassez de tempo para administrar os funcionários e a saúde do idoso, as limitações de espaço e privacidade, e o desconhecimento para lidar com patologias típicas do envelhecimento. Esse conjunto de fatores faz com que os familiares sintam-se desgastados, impotentes e frustrados. No momento em que percebem que não conseguem prestar o atendimento que o idoso merece e necessita, os familiares buscam uma outra possibilidade: as instituições de longa permanência.

Atualmente, as instituições de longa permanência são, em sua maioria, organizações sérias que oferecem serviço especializado e de qualidade ao atendimento de idosos com ou sem dependência funcional. Tais instituições se dedicam a tratar precocemente as doenças sintomáticas e suas complicações, bem como oferecem acolhimento, carinho, atenção e atividades físicas, intelectuais, culturais, facilitando a socialização e contribuindo para o bem-estar dos idosos. É preciso discutir a institucionalização no Brasil: desmistificar a questão, trazer a sociedade para a realidade deste processo e desvincular o conceito antigo embutido na sociedade de que institucionalizar é sinônimo de abandonar.

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