Coral Canto Encanto destaca histórias das músicas

O Coral Canto Encanto composto por cantores, pianista e maestrina, veio ao SBA Residencial celebrar uma tarde agradável de Sábado com os moradores. Além da generosidade de nos trazer a música, os integrantes interagiram ao final da apresentação, espalhando abraços, sorrisos e mensagens positivas.

O repertório contemplou MPB e músicas antigas, que antes de serem cantadas pelo grupo, eram explicadas pela Maestrina que contou as histórias e respondeu às perguntas dos moradores que se interessavam pelos relatos.

O morador Sr. Paulo, se interessou pela letra e história da canção Caju Cajuína de Caetano Veloso. Leia abaixo mais informações sobre a música.

Reiteramos nossos agradecimentos a Sra. Gudrun e ao Coral Canto Encanto por sua generosidade em celebrar conosco.

Letra de Caju Cajuína

Caetano Veloso

Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina

 

Caetano conta a história de ‘Cajuína’ no Altas Horas e relembra Torquato

A história não é segredo, mas ainda são poucos os que sabem da verdadeira história da música Cajuína, composição de Caetano Veloso. E instigado pelo apresentador Serginho Groisman, o cantor acabou contando como surgiu a letra da composição, uma das mais lindas de Caetano.

A letra foi escrita após a morte do poeta piauiense Torquato Neto. Caetano conta que rodava o Brasil em turnê, e ao passar por Teresina, algum tempo depois que Torquato tirou a própria vida, recebeu a visita do pai do poeta piauiense, Dr. Heli da Rocha.

“Torquato era muito meu amigo e parceiro, letrista do Tropicalismo. Estava até com Chico Buarque em Salvador, fazendo um show que virou disco, no dia da morte de Torquarto. Ele também era muito amigo de Chico, ficaram muito próximos no período pré-Tropicalista. A gente ficou abalado, triste, mas eu não chorei no dia”, conta Caetano. Ele relata ainda, que anos depois da morte de Torquato, ao ver o pai de Torquato, desabou em choro. “Ele me levou para a casa dele, onde estava sozinho. Torquato era filho único e a mulher dele (Dona Heli), estava hospitalizada. A casa era cheia de fotografias de Torquato nas paredes. Ficamos os dois sozinhos, ele me consolando. Ele pegou na geladeira uma cajuína, botou em dois copos e não falamos nada. Ficamos os dois chorando. Ele foi no jardim, colheu uma rosa menina e me trouxe. E cada coisa que ele fazia eu chorava. Fui para outra cidade do Nordeste, e no hotel escrevi essa música”.

Confira as fotos do evento clicando na primeira imagem abaixo.

https://photos.app.goo.gl/fLIqHFToLIqIA7vs2

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